Por mais que não queira, fecho os olhos
Decidi render-me,
Depois da luta que me fez tão cansada...
As palavras que te inventei
Perderam o som e recusam-se a formar-se
Já não preciso delas amor
Percebi que nem do nosso olhar
Ou qualquer outro som preciso
Alimentei-me de mim
Envenenei-me com o meu veneno
E sobrevivi
E sinto!
Sinto-me...
Entrego-me levianamente
Ao sabor da minha carne,
Devoro-me com tempo
Só para doer um pouco mais...
As palavras?
Não preciso delas amor...
Leva-as contigo, não as tragas de volta...
Ah... Doces enganos com sabor de chuva
Sou...

- Rosa Oliveira
- Zürich, Zürich, Switzerland
- Irrequieta. Curiosa. Criativa. Apaixonada. Versátil. Nasci quando as estrelas se juntaram para me ditarem no destino a Arte. Deveria estar frio... mas eu não me lembro. Escrevo desde que aprendi a fazê-lo. Umas vezes para me divertir, outras por desafio a mim mesma, outras porque as mãos me suam, implorando que o faça. Talvez um dia dê ouvidos aos meus amigos e faça por escrever um livro e o publique. Os textos e fotografias deste blog são da minha autoria, salvo aqueles que estão assinalados em contrário.
...
"39.
Não me deixes morrer. Dá-me um espaço eterno no teu corpo mortal. Não quero que venhas ter comigo, os mortos não se encontram, talvez andem todos por cá, nos buracos negros do tempo, a vigiar os vivos que não souberam amar até ao fim. Talvez só o amor não tenha fim -o amor sujo, magoado, vermelho e negro, o amor rasgado, miserável, humano. Sempre que quis amar a humanidade acabei sozinha e enfurecida, amando-me a mim somente - ou com pena de mim, o que é quase a mesma coisa. A pena faz parte do amor, aguenta-o sobre o tempo. Como um cravo vermelho, engelhado, esquecido. Em cada cravo seco se concentra o passado e o futuro de todos os cravos.
Eu gostava tanto de rugas - já viste a ironia? - não cheguei a tê-las. Tantas mulheres deitadas em macas, anestesiadas, acordando entrapadas e dormentes, oferecendo dias da sua tão curta vida à dorpara se libertarem das marcas das rugas - e eu, que tanto amava as marcas da passgem do tempo sobre os corpos, que sonhava com as pregas futuras dos meus amantes, o cansaço dos seus corpos, a ferida aberta das almas à tono dos olhos, aqui estou, em sítio nenhum.
Posso ver a terra no longe das nuvens, mas já não experimento aquela tranquilidade azul das viagens de avião. As casas encolhiam debaixo das asas que me transportavam, os carros formigavam e as ambições humanas tornavam-se irrelevantes. Agora eu sou a asa, a pura pena - s só junto a ti, meu tão certo sexagenário, consigo repousar.
(...)"
Fazes-me Falta, de Inês Pedrosa
Não me deixes morrer. Dá-me um espaço eterno no teu corpo mortal. Não quero que venhas ter comigo, os mortos não se encontram, talvez andem todos por cá, nos buracos negros do tempo, a vigiar os vivos que não souberam amar até ao fim. Talvez só o amor não tenha fim -o amor sujo, magoado, vermelho e negro, o amor rasgado, miserável, humano. Sempre que quis amar a humanidade acabei sozinha e enfurecida, amando-me a mim somente - ou com pena de mim, o que é quase a mesma coisa. A pena faz parte do amor, aguenta-o sobre o tempo. Como um cravo vermelho, engelhado, esquecido. Em cada cravo seco se concentra o passado e o futuro de todos os cravos.
Eu gostava tanto de rugas - já viste a ironia? - não cheguei a tê-las. Tantas mulheres deitadas em macas, anestesiadas, acordando entrapadas e dormentes, oferecendo dias da sua tão curta vida à dorpara se libertarem das marcas das rugas - e eu, que tanto amava as marcas da passgem do tempo sobre os corpos, que sonhava com as pregas futuras dos meus amantes, o cansaço dos seus corpos, a ferida aberta das almas à tono dos olhos, aqui estou, em sítio nenhum.
Posso ver a terra no longe das nuvens, mas já não experimento aquela tranquilidade azul das viagens de avião. As casas encolhiam debaixo das asas que me transportavam, os carros formigavam e as ambições humanas tornavam-se irrelevantes. Agora eu sou a asa, a pura pena - s só junto a ti, meu tão certo sexagenário, consigo repousar.
(...)"
Fazes-me Falta, de Inês Pedrosa
Futebol
Oh páh... isto faz-me confusão! Sério que faz! Como é que se bloqueia, se deixa de pensar quando numa televisão qualquer andam um monte de homens, vestidos com as cores de uma bandeira, atrás de uma bola, a tentar enfiá-la na baliza de lá?
E o pessoal junta-se, faz barulho ( PQP as vuvuzelas! "Haviam de se tolher as mãos a quem teve a porcaria da ideia" ( palavras da minha avó)), beijam-se, abraçam-se, bebem cerveja e falta-se ao trabalho! E depois gritam " é goloooooooooooooooooooo! Ganhámoooooooooooooooooooooooos!" Pois... sim... tá... HeY! Quem ganha é a equipa. Rios de dinheiro! Não é o país e muito menos os restantes cidadãos.
Por cá, parece que de cada vez que a Suiça ganhar um jogo, posso ir às compras e ter 10% de desconto. Isso até seria pra aproveitar, se eu não tivesse aversão a supermercados cheios de gente com febre consumista...no entanto, e no meio das coisas que não gosto, até tive uma ideia que pode dar muito bom resultado. As ruas animadas pela folia e loucura desenfreada e alucinada, podem ser um bom motivo para fotografar ;)
Olhem... para mim, bem mais interessante que a vitória ou derrota das equipas, é saber que há promessas de sol e calor a partir de quarta feira. Pois... estamos no Verão e os termómetros nos 13 graus :(
E agora vou pisgar-me, que a bateria do pc está a acabar!
Mas antes... ainda apetece Isto
E o pessoal junta-se, faz barulho ( PQP as vuvuzelas! "Haviam de se tolher as mãos a quem teve a porcaria da ideia" ( palavras da minha avó)), beijam-se, abraçam-se, bebem cerveja e falta-se ao trabalho! E depois gritam " é goloooooooooooooooooooo! Ganhámoooooooooooooooooooooooos!" Pois... sim... tá... HeY! Quem ganha é a equipa. Rios de dinheiro! Não é o país e muito menos os restantes cidadãos.
Por cá, parece que de cada vez que a Suiça ganhar um jogo, posso ir às compras e ter 10% de desconto. Isso até seria pra aproveitar, se eu não tivesse aversão a supermercados cheios de gente com febre consumista...no entanto, e no meio das coisas que não gosto, até tive uma ideia que pode dar muito bom resultado. As ruas animadas pela folia e loucura desenfreada e alucinada, podem ser um bom motivo para fotografar ;)
Olhem... para mim, bem mais interessante que a vitória ou derrota das equipas, é saber que há promessas de sol e calor a partir de quarta feira. Pois... estamos no Verão e os termómetros nos 13 graus :(
E agora vou pisgar-me, que a bateria do pc está a acabar!
Mas antes... ainda apetece Isto
Palavras não chegam
Beijos
Lábios
Braços
Perda
Inconsciência
E tu e eu, abraçados, adormecemos
Lábios
Braços
Peito
E o teu cheiro
Movimento
Gemidos
Desejo
Olhares
Suor
E tu em mim
Sintonia
Dor
Prazer
OrgasmoPerda
Inconsciência
E tu e eu, abraçados, adormecemos
Mariana
Fica-me o colo vazio cada vez que te vais...
Fica-me a falta do teu cheiro e do teu jeito...
Fica-me a falta do teu riso,
dos teus olhos que me pedem mimos,
das tuas mãos pequeninas que me chamam para te aconchegar...
Fica-me a falta da tua voz aguda
Das tuas canções que me enchem o coração
E do "Amo-te" que me dizes com a boca e o olhar...
Amo-te tanto Mariana
Obrigada por me teres escolhido, filha
Fica-me a falta do teu cheiro e do teu jeito...
Fica-me a falta do teu riso,
dos teus olhos que me pedem mimos,
das tuas mãos pequeninas que me chamam para te aconchegar...
Fica-me a falta da tua voz aguda
Das tuas canções que me enchem o coração
E do "Amo-te" que me dizes com a boca e o olhar...
Amo-te tanto Mariana
Obrigada por me teres escolhido, filha
Há dias lixados...
Era bem melhor que fumasse um maço inteiro de cigarros e que tudo se esvaísse, como o fumo, que mesmo deixando aquele cheiro desagradável na boca e no corpo, desaparece depois de um duche...
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